Fui de ônibus de Franca à Ribeirão e no outro dia, acompanhado da minha prima Érika e de seu namorado Seiji, saímos de Ribeirão Preto às 6:30 da madrugada, eu que achava que era enrolado porque deixei pra fazer a minha mala no dia de sair vi que minha prima é mais enrolada do que eu, já que deixou para fazer a dela de madrugada... resultado: Longas 4 horas de sono e pé na estrada!
Ribeirão vista do apto. da prima Van
A viagem transcorreu muito bem até o Rodoanel, de lá a intenção era pegar Régis Bittencourt (BR 116) e seguir direto pra Curitiba, mas como quase tudo nesta vida nunca sai como o esperado...começam a surgir os imprevistos...
Depois que entramos na BR 116 nos deparamos com o caos... Afinal era um sábado de carnaval e ninguém queria deixar de curtir a praia com aquele solzão que tava fazendo. A gente que não tinha a nada a ver com isso entramos no caminho de quem estava indo para as praias do litoral sul como Peruíbe e Itanhaém. Daí em diante o carro não andava mais.
Lembro-me como se fosse hoje.... Um outdoor anunciava um parque aquático à 15 Min. (Fantasy Park se não me falhe a memória), depois de uma hora vimos outro outdoor anunciando o tal parque à 10 minutos!!! Ficamos um discutindo com o outro na esperança de que aquele segundo outdoor deveria ser para outro parque... Depois de mais uns 50 minutos avistamos mais um anuncio para o mesmo parque... que estava à 5 minutos :(
Bateu o desespero!! A última coisa que queríamos era ficar num engarrafamento que nada tinha a ver conosco, afinal o nosso destino não era a praia :(
Ora de acessar o GPS (Guia turístico 4 rodas de 2002!) e refazer a rota... Vimos que havia uma alternativa à BR-116, que era a Rodovia Raposo Tavares (SP-270) que passava por Embú das Artes, só não tínhamos noção do quanto teríamos de voltar pra pegar o outro caminho.. paramos num posto (um dos mil que paramos pra perguntar/abastecer durante toda a viagem) e o rapaz nos informou que iríamos ter aquele trânsito pelo menos por mais uns 120 Km que era o ponto do qual os carros que estavam sufocando a rodovia pegariam seu destino rumo ao litoral de fato... Ele falou também que se voltássemos íamos voltar uns 60Km até Embú, preferimos voltar.
A Régis sentido SP estava totalmente deserta, motivo pelo qual fizemos o percurso até Embú em pouco mais de 30 minutos. E já que estávamos por lá.. por que não conhecer a cidade?? Demos algumas voltas, resolvemos almoçar por lá, 14:30 saímos novamente rumo à Curitiba.
Embú das Artes
Passamos por cidades cujo nomes até Deus dividam que existam como Alumínio, Pilar do Sul, Tapiraí, etc.. Era cada pimboca de lugar que se não fosse a serenidade do Seiji jurava que estávamos perdidos.
O que compensou foi a linda vista do Vale do Ribeira, uma região que abriga 61% da Mata Atlântica remanescente no Brasil.
Cada lugarzim...
Para passar o tempo, fazíamos pequenos filmes com a minha câmera fotográfica para registrar os locais por onde passávamos e rir um pouco na viajem. Eram 18:30 horas quando conseguimos chegar na BR 116... Às 21:30, após nada mais nada menos do que 15 horas na estrada chegamos enfim ao nosso destino!
Após nos hospedarmos na casa do Morango, amigo do Seiji, tomamos um super banho e fomos dar uma volta com o nosso guia, o Morango é claro rsrs! Ele nos levou a um bar tradicional no centro da cidade chamado Bar do Alemão. Começara ali a minha saga gastronômica de experimentos de pratos típicos... o primeiro pedido foi de "carne de onça", uma especialidade feita a base de carne de patinho moída bem temperada e crua (isso mesmo) com pão preto. Apesar da vontade de pedir para o garçom voltar com o prato para trás e colocar um pouco para assar a antes de servir, comer carne crua foi muito legal, bem menos indigesto do que eu pensava. A próxima pedida foi um "Eisbein" mais um prato típico alemão que dentre outras coisas tinha um joelho de porco defumado e um salsichão ("frankfurt" Ui!), tava gostoso também, isso tudo regado é claro ao melhor chope da cidade! Por culpa do tal submarino ("Steinhaeger ") confesso que fiquei um pouco alto depois da segunda caneca, hehe. Tiramos algumas fotos e fomos pro nosso merecido descanso, afinal domingo era o dia para conhecer a cidade!
Bar do Alemão!
Saímos logo de manhã e como motorista e guia estava o Morango, um cara muito gente boa. Ele nos levou para um tour geral pela cidade onde passamos em frente de alguns lugares turísticos como o Museu Oscar Niemeyer e paramos para conhecer mais perto outros como a Ópera de Arame e o Parque Tanguá na parte da manhã.
Almoçamos no tradicional bairro Santa Felicidade, fomos a um bom restaurante Italiano e minha pedida foi uma massa com frutos do mar... Começara dentro do meu estômago a 3ª guerra mundial entre Itália e Alemanha... rsrs
A tarde fomos conhecer a Torre da Brasil Telecom, a chuva caiu, aí não teve como conhecer o parque Barigui, o maior da cidade. Quando a chuva parou fomos conhecer o Jardim Botânico.
Torre da BrTelecom
À noite minha experiência gastronômica tinha que continuar e o país da vez foi o México... destino: Taco Del Pancho, um dos mais tradicionais da cidade. Tortillas com bastante chili beans, Anelitos de Cebolla e a guerra tomando proporções cada vez mais internacionais... e mais chope na idéia!
Neste bar inclusive resolveram me sacanear chamando um Mexicano que estava vestido à caráter, mas que ao invés de revólveres e balas portava tequilas e copinhos!! Rsrs. Não tive como escapar, e eu que já havia tomado um chopão bebi uns 500 mls de tequila que o filha da mãe colocou-me boca adentro. Para minha surpresa, mesmo depois de beber mais chopes não fiquei tão alto como no dia anterior!
Bar Mexicano... Que mico...
A programação inicial era ficarmos em Curitiba também na segunda e viajarmos na terça de volta pra RP, mas a experiência traumática da ida nos fez mudar os planos e rotas, resolvemos então voltar na segunda-feira mesmo, mas antes de voltarmos para Ribeirão, iríamos passar uma noite na cidade de Itapetininga, cidade onde moram os pais do Seiji. Dormimos bastante e segunda à tarde mais uma vez estávamos na estrada.
Passamos desta vez pelo interior do estado do Paraná, a estrada era muito boa e estava tranquila, paramos para almoçar às 16:30(!!!), comemos não o que queríamos, mas o que nos ofereceram um posto na altura da cidade de Castro-PR.
Seguimos viagem e sem mais imprevistos chegamos à Itapê. Conheci o Sr. Sumio e a Sra. Shizuka, um simpático casal de Nisseis, conversei bastante com o Sr. Sumio, principalmente depois que descobri que ele também gostava muito de pescar. Hora da janta e a comida agora é Japonesa (Os Japoneses chegaram para acabar com a guerra)... A comida estava uma delícia e antes de tomar o meu banho tive que fazer o que a tempos já deveria ter feito! Tirar os mortos da sangrenta guerra que aconteceu dentro de mim! Pena que sobrou para o banheiro do Sr. Sumio.. :-o Acho que depois da mina visita ele deve ter lacrado o banheiro pensando que o encanamento do esgoto estava com problemas! rsrs
À noite fomos dar uma volta, afinal de contas era segunda de carnaval! Em Itapê tinha desfile de rua, nada muito diferente dos desfiles que são fora do Eixo Rio-São Paulo, bastante simples e improvisado, vimos desfilar a "Unidos do Carro Quebrado" com a sua comissão de frente de "Peso" e depois de 2 horas de atraso apreciamos a escola "Império da Celulite" rsrs. Maldade a parte, acho muito legal esses carnavais populares de rua, afinal de contas nem todo mundo tem grana pra ficar indo à clubes ou fazer outro plano qualquer nesses dias de carnaval.
Carnaval em Itapetininga!
Depois de ficar um pouco na rua fomos num barzinho e desta vez sim, comemos uma tradicional batata frita, com chope é claro! Meu estômago enfim teve uma trégua.
No outro dia cedo partimos rumo à Ribeirão, mas antes uma parada em Piracicaba, estava devendo uma visita pra minha tia Dalila! Comemos uma torta deliciosa e um sorvete mais gostoso ainda! Mais uma vez pé na estrada!
Chegamos em Ribeirão Preto (leia-se Ribeirão Quente) por volta de 20:30.
E assim foi o meu carnaval! Ruim que acabou o feriado mas menos ruim que as férias não! Apesar de curtinha tá só começando!
Conhecer Curitiba foi uma experiência muito legal. Por toda a cidade fica evidente a preocupação com o meio ambiente e a qualidade de vida, Curitiba é muito arborizada e bem sinalizada, mas não se empolgue, é lotada de radares! Enfim recomendo um passeio na capital do Paraná e espero voltar mais vezes para conhecer com mais tempo lugares que não tive a oportunidade de ir como alguns dos diversos museus e outras infinidades de atrações que a cidade oferece em todas as épocas do ano.










